sábado, 24 de dezembro de 2011
A ilusão só muda de nome e endereço.
Carregava em seu peito a angustia da sensação de ser traída e toda a sua dor. Alguma coisa havia se quebrado e não sobraria nada para se reciclar, pois esse sim foi um estrago irreparável e horrível. Seu pequeno coração já tinha sido pisado inúmeras vezes, estraçalhado na maioria delas. Se sentia desnorteada e de tantos pedaços que se fez não sabia se conseguiria juntar-se novamente. Afinal, existiria alguma 'super cola' para tal feito no minimo peculiar? O amor era algo que no começo proporcionava uma cura imensa, um bem estar tremendo, mas que no final acabava com a dor e o nada, e para ela sinceramente eram as piores proporções existentes. Precisava usar toda sua força emocional nessas ocasiões, não podia deixar memórias escaparem e a atingirem como facas afiadas, era difícil ao extremo, testando seus limites em todos os momentos. Mas ela sabia que vencendo essa luta, com a ajuda do tempo, as coisas voltariam a ser colocadas em seus lugares. Pelo menos era o que ela esperava.
domingo, 23 de outubro de 2011
Psicologico protestante.
E descarregava as energias em sorrisos. Precisava praticar algum ato que a fizesse confortável perante todos. A raiva impregnada no sangue que fervia e subia, até o alto da garganta. Ela, para não cuspir de ódio travava o sangue na garganta e praticava o verbo sorrir. Exuberante, desfilava pelos corredores à procura de se descarregar. De mostrar pra eles que era capaz de enfrentar a obscuridade sem deixar-se ser derrubada por ela. As unhas cravadas na palma da mão para não interferir em suas emoções. Estancava suas feridas com um pano de ódio. Era insensível, e jamais se aproximava novamente de quem a fez mal. Pensava que se a pessoa já lhe tinha desagradado e a machucado uma vez, porque não viria a fazer de novo? Se afastava de tudo que a fazia sofrer. Sofria por se afastar. Irônico e passageiro. Ninguém nunca foi capaz de marcar sua vida tão lá no fundo que nenhum pano de rancor estancasse a ferida. Mas ela sabia que alguém iria chegar e a mudar. Enquanto as linhas do destino não se encontravam com seu ponto e inicio de paragrafo, ela vivia como sempre. Distante. Perdida. Se machucando para continuar.
Pelo menos ela continuava...
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Prágmatico.
Eu tenho medo de te ver fechando a porta das lembranças que me ligam a você e queimando as chaves da fechadura pra nunca mais abrir. Para as lembranças nunca mais escaparem. Receio que você ache que elas estão no lugar certo, ali, trancadas esperando uma tentativa pra voltar a respirar em suas veias e coração. Talvez ache melhor não ter resquicios de mim em sua vida. Talvez arranque todas as folhas dos cadernos que eu escrevi dedicatorias de amor com minha caligrafia horrenda. Talvez jogue fora aquela carta que eu lhe fiz visando te mostrar o quanto de você existe em mim. Talvez num dia de sol, quando sua vida ja estiver sido esvaziada do lixo 'eu' e quando as lembranças nao te atormentarem mais, tu "esqueça" o nosso anel de compromisso no meio fio de uma rua sem importância. Troque a senha do msn, me delete em todas as redes sociais e antes de apagar as mensagens junto com meu numero ainda com o nome 'amor' as leia de novo, só pra lembrar dos nossos momentos. Depois desses segundos de deja vu, pressione 'apagar tudo' sem dó. Talvez teus amigos te lembrem do meu nome, ou algum fale de como eu era simpática só pra te irritar. Talvez você coloque num saco de lixo todas as coisas que eu te dei, deixando o saco na parte de baixo do guarda roupa. Só espero que se isso acontecer, você tome cuidado com meu coração, ele pode te cortar com os estilhaços do que um dia fora um grande amor. E ai, ainda seja. Só que com mais ênfase na palavra dor e solidão como nunca. Lembre que eu prometi que nunca iria lhe deixar, que nunca iria parar de te amar. E tu sabe que quando eu prometo, eu cumpro até o ultimo dia de sanidade mental.
terça-feira, 4 de outubro de 2011
"Eu te amo mais do que todos juntos podem te amar. Eu te amo mais que toda a extensão da galáctea, toda a extensão do universo. Eu te amo mais do que o infinito, mais do que a luz de um pra sempre. Eu te amo mais que toda a eternidade junta. Muito mais do que todas as coisas que um dia possa existir, muito mais do a mim mesma. Eu te amo mais do que uma pessoa pode amar a outra. E sinceramente? Eu não sei como isso pode ser possivel, só sei que eu amo mais do que consigo expressar-te por meio de palavras e frases mal feitas. E se tudo tem uma limitação, desculpa, mas meu amor por você é exceção à regra." Drika Danieli.
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Um coração pra dois.
- Meu amor, levante-se. Vamos, vamos, já é quase de tarde! - ele falou com a voz rouca e macia no meu ouvido, para me acordar já com um sorriso imenso no rosto. Mordeu minha orelha e sentou na cama esperando-me.
Cocei os olhos pois o quarto aquela hora estava bem iluminado, por um sol másculo crescendo pelo vidro da janela e levando luz a todo o canto do quarto. Estalei os dedos, passei a mão pelo cabelo e me espriguicei enquanto ele me olhava. Sentei, e o puxei pra cima de mim, e então ele veio com seus lábios exaurindo sabor de menta, destribuiu carícias, mordidinhas por meu corpo. Pegou-me no colo para ir tomar café com ele.
- Eu te amo minha pequena, eu te amo, amo, eu te amo, mais do que tudo, lalala. - ele cantarolava desafinadamente enquanto me arrodeava na sala. Esbocei um sorriso enorme, tão feliz por ser dele.
Me colocou na cadeira, ajeitou-me enquanto aos risos eu o elogiava pela mesa tão bela.
- Obrigada anjo, por você eu faço isso todos os dias e muito mais.
Ele conseguia o efeito devastador que me causava em todos os aspectos, sorrindo, falando ou pelo seu toque. Eu amava ser dele, amava a ideia dele ser meu. Tomamos o café, que estava delicioso com tudo o que eu gostava e ai fomos para o jardim.
- Ei mocinho, eu acho melhor você ficar longe dessa piscina, se não vou me sentir obrigada a retirá-lo do domicilio. Ordens são ordens, e estou aqui para cumpri-las. Se afaste por bem ou vou ter que usar de meus artificios. - falei em meio a caretas, num tom sério.
- Se quiser me retirar do domicilio, venha e me pegue. - falou em tom de deboche, com um sorriso de canto expresso na face.
Imediatamente eu corri em direçao a ele, que por sua vez ficou dando voltas ao redor da piscina e me fez desistir. Sentei com os pés na agua calma, deliciosa para aquele verão todo. Ele correu na minha direção e me deu um beijo, disse que minha pele era macia e me levantou. Tirou minha camisa e passou a mão pela renda da minha roupa intima. Tirei a camisa dele, e beijei suas costas com ossos salientes. Me pegou pela cintura, e empurrou-me na agua junto com seu corpo. E então continuamos o que a noite passada, - a da nossa lua de mel - nos proporcionou.
Cocei os olhos pois o quarto aquela hora estava bem iluminado, por um sol másculo crescendo pelo vidro da janela e levando luz a todo o canto do quarto. Estalei os dedos, passei a mão pelo cabelo e me espriguicei enquanto ele me olhava. Sentei, e o puxei pra cima de mim, e então ele veio com seus lábios exaurindo sabor de menta, destribuiu carícias, mordidinhas por meu corpo. Pegou-me no colo para ir tomar café com ele.
- Eu te amo minha pequena, eu te amo, amo, eu te amo, mais do que tudo, lalala. - ele cantarolava desafinadamente enquanto me arrodeava na sala. Esbocei um sorriso enorme, tão feliz por ser dele.
Me colocou na cadeira, ajeitou-me enquanto aos risos eu o elogiava pela mesa tão bela.
- Obrigada anjo, por você eu faço isso todos os dias e muito mais.
Ele conseguia o efeito devastador que me causava em todos os aspectos, sorrindo, falando ou pelo seu toque. Eu amava ser dele, amava a ideia dele ser meu. Tomamos o café, que estava delicioso com tudo o que eu gostava e ai fomos para o jardim.
- Ei mocinho, eu acho melhor você ficar longe dessa piscina, se não vou me sentir obrigada a retirá-lo do domicilio. Ordens são ordens, e estou aqui para cumpri-las. Se afaste por bem ou vou ter que usar de meus artificios. - falei em meio a caretas, num tom sério.
- Se quiser me retirar do domicilio, venha e me pegue. - falou em tom de deboche, com um sorriso de canto expresso na face.
Imediatamente eu corri em direçao a ele, que por sua vez ficou dando voltas ao redor da piscina e me fez desistir. Sentei com os pés na agua calma, deliciosa para aquele verão todo. Ele correu na minha direção e me deu um beijo, disse que minha pele era macia e me levantou. Tirou minha camisa e passou a mão pela renda da minha roupa intima. Tirei a camisa dele, e beijei suas costas com ossos salientes. Me pegou pela cintura, e empurrou-me na agua junto com seu corpo. E então continuamos o que a noite passada, - a da nossa lua de mel - nos proporcionou.
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Meu anjo protetor.
Oi vô, quanto tempo né? O senhor ainda se lembra da minha voz? Porque eu lembro da sua, lembro todos os dias. Ninguém aqui tem a noção do quanto eu sinto sua falta, do quanto eu queria poder te abraçar e te sentir perto de mim. Lembra vô, que por causa do câncer o senhor não podia tomar chimarrão quente e tinha que tomar em cuia separada? Lembra que eu ia e sentava do seu lado e tomava com o senhor? Lembra que eu lhe falei 'nossa que coisa fria, éca' e fiz cara de nojo e o senhor riu e disse que não precisava tomar se eu não quisesse, eu tomaria qualquer coisa pra poder estar do teu lado de novo vô. Desculpa por nunca ter escrito algo para o senhor antes, me perdoa. Sabe vô, quando eu falo com o senhor mesmo sem ter uma resposta, eu me sinto bem. Porque eu sei que em qualquer lugar que o senhor esteja, eu sei que vai estar me ouvindo. Nunca pense que eu lhe esqueci, isso nunca vai acontecer. O senhor é importante demais para ser apagado com a droga do tempo. Eu sei que já fazem 4 anos desde que eu não vejo o seu sorriso e que não ando de braço dado com o senhor na rua, que não tenho mais com quem conversar sobre futebol, que não tenho ninguém pra me fazer rir de forma tão simples. Eu nunca vou conhecer alguém capaz de chegar aos teus pés vô, nunca ninguém vai conseguir tentar te substituir. Vô, o senhor lembra de quando eu era criança? De como o senhor me fazia cócegas e minha barriga doía de tanto rir? De quando eu brincava com seus óculos e te fazia caminhar até o mercado pra comprar doces pra mim. Vô, o senhor lembra que não me deixavam entrar no hospital pra te ver? Lembra aquela vez que eu dei um jeito e subi correndo as escadas ate o corredor que dava pro teu quarto? Lembra que depois de uns quinze minutos a enfermeira veio me buscar pra descer? Lembra o quanto nós rimos? Eu odiava quando eu chegava da escola e me diziam que o senhor ainda estava no hospital. Eu ainda odeio hospitais. Ai vô, seu abraço era tão maravilhoso. Servia como um escudo protetor de tudo o que havia de mal. Dizem que não se pode chorar quando você falar, lembra ou escreve de pessoas que não estão mais entre nós, mas eu não consigo conter minhas lágrimas vô. Eu nunca vou conseguir contê-las. Eu me lembro de tudo como foi naquele dia. Eu sentia uma inquietação dentro do peito, mas eu acabei de assistir o jogo do inter contra o botafogo, eu lembro que o inter ganhou de 2x1. Como tava muito frio eu deitei, era meia noite e eu não tinha conseguido dormir. Depois de algum tempo o celular da mãe tocou, vô eu lembro que eu comecei a chorar e a urrar de tanta dor. Mesmo sem a minha mãe ter me dito nada, eu já sabia. Eu odeio aquele dia. Odeio aquele celular por ter tocado. Lembro que fomos correndo pro hospital, já não adiantava mais. Vô, sabe o quanto foi horrível saber que o coração da pessoa que você ama tá parando de bater aos poucos e você tá ali a poucos metros de tudo sem poder fazer nada? Acho que ninguém pode entender. Eu lembro da Queli dobrando o corredor aos prantos, e eu levantando do chão frio daquela merda de hospital e indo abraçar ela sabendo que o senhor tinha partido. Droga vô, eu daria tudo, tudo mesmo pra poder te abraçar de novo e ouvir sua voz. Eu queria poder te apresentar meu namorado e saber se o senhor o aprova, queria poder saber se você reconheceria que sua menininha cresceu. Queria saber se o meu vô, o meu anjo, se orgulha de mim. Se por ventura se orgulha do que sou. Eu queria poder viver tudo que nós dois vivemos de novo vô, eu queria poder ter o senhor a menos de 100 metros da minha casa novamente. Queria poder ir la na vó e saber que seu lugar ao lado do fogão a lenha esta preenchido de novo. Eu só queria saber se o senhor gosta de mim ainda do jeito que eu me tornei. Seria tudo tão mais fácil. Eu te amo minha estrela guia, te amo de um jeito imparcial, inatingível e inquantificavel. Obrigado por ser meu pai, me ajudar e me aconselhar. Meu vô, obrigado por existir. Mesmo que agora já não possamos nos ter no físico. Eu quero lhe pedir perdão de novo, por tudo o que eu fiz que de alguma forma te machucou meu avô. Quero que me perdoe por cada palavra que eu disse que te fez duvidar do meu sentimento pelo senhor. Quero que me perdoe por todos os meus erros. E dai de onde voce esta, lembra que a sua neta aqui te ama e não consegue descrever esse sentimento enorme em palavras. E que ela se orgulha de ter um avô como o senhor.
Cheguei no cemitério, estava debaixo do arco do portão central. Revisei mentalmente pra onde eu tinha que seguir e fui caminhando, ouvindo o esmagar das britas debaixo da sola do meu sapato. Retirei o capuz, me ajoelhei. Observei o nome na lápide, passei os dedos no contorno da foto, pelas letras e deixei minha mão cair. Ajeitei o buquê de cravos que um mês atras descobri que você gostava. Me senti invadindo o lugar, acho que essa era a impressao porque nunca tive a oportunidade de te conhecer. Acho que não entendes o quanto eu queria ter podido ter a chance de me apresentar num domingo de tarde antes de sei la, começar o jogo de futebol do seu grêmio contra aquele time que estava na ponta da tabela. Sabe, queria poder tomar chimarrao contigo nas tardes de domingo, com você me contando histórias da sua vida que eu adoraria ter o prazer de ouvir. Ver que eu tirei um sorriso seu seria importante demais pra mim. Queria poder construir com você um laço de 'pai e filha', daqueles bem paternais e fortes. Queria poder investir toda a minha carência paterna no nosso laço, me exforçando o máximo. Queria que você pudesse ser meu segundo pai, meu ombro 'amigo'. Passar horas conversando sobre o futebol, falar de grêmio, de inter, de tudo. Ficar ouvindo você falar algo sobre seus gostos pessoais e descobrir que a hora passa rapido demais quando estou com você. Partilhar histórias, risadas. Te contar da minha vida, rir das pessoas da tv e poder te abraçar. Quando eu estivesse indo embora, que voce me falasse algo como 'ah, espero que volte no proximo final de semana', poder te fazer um convite para vir conhecer a minha familia. Sogro, posso te dizer uma coisa? Mesmo que nao tenhamos sido apresentados por obra do destino, saiba que eu lhe admiro. As coisas que seu filho me conta, as histórias sabe, são de um homem batalhador. Mesmo sem te conhecer, eu sinto um sentimento puro e nobre por ti. E, eu queria poder lhe pedir se eu posso mesmo te chamar de sogro. Eu queria te pedir a benção pra que o namoro de seu filho comigo dê certo. Eu sei que você se orgulha muito do seu menino, que ele é como uma pedra preciosa de valor inestimavel. Eu te prometo cuidar dele, eu e você sabemos que ele não sabe fazer isso direito. Eu prometo zelar e dar muito amor e carinho pro seu filho. Eu prometo tentar ser tudo o que ele quer. Eu juro que eu não vou deixar ele cair enquanto estiver sob a resguarda de meus braços. Eu só queria que você soubesse disso meu sogro, queria sua benção. Muito.
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